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Bom Menino: A Magia do Olhar Canino que Revoluciona o Terror | Crítica

Bom Menino: A Magia do Olhar Canino que Revoluciona o Terror | Crítica

Crítica de "Bom Menino": mergulhe na perspectiva única de um cão em um filme de terror. Descubra como a direção paciente e a genial montagem criam um suspense visceral e comovente. Sem spoilers pesados, análise da atuação do cão Indy e da técnica que faz o filme brilhar.

Guilherme Carocia by Guilherme Carocia
30 de outubro de 2025
in Filmes, Críticas, Críticas de Filmes
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Desde os primeiros teasers, “Bom Menino” prometia uma proposta arriscada e fascinante para o gênero de terror. Agora, o filme estreia não apenas cumprindo essa promessa, mas entregando uma verdadeira aula de cinema que assusta e encanta na medida certa. Dirigido pelo estreante Ben Leonberg, que também é co-roteirista e, crucialmente, o tutor real do protagonista canino Indy, o longa-metragem realiza um experimento ousado: narrar uma história de casa mal-assombrada estritamente através dos olhos de um cão. O resultado é um trabalho magnífico de paciência e direção, onde a técnica cinematográfica se torna a alma de uma experiência visceral e comovente.

A premissa é elegantemente simples. Acompanhamos Indy, um carismático Retriever da Nova Escócia, e seu dono, Todd, um homem com problemas pulmonares, em sua mudança para uma casa isolada no interior, herdada do avô. Rapidamente, o cão começa a desconfiar do ambiente, percebendo a presença de forças sobrenaturais sinistras que ameaçam a segurança do duo. A genialidade do filme, no entanto, reside inteiramente em como essa história é contada. A câmera permanece rigidamente no nível dos olhos de Indy, transformando corredores, portas semiabertas e sombras em fontes de inquietação genuína. Esta perspectiva inusitada reinventa o clichê da casa mal-assombrada, fazendo o público enxergar o terror através de um olhar instintivo, confuso e profundamente sensível.

Que trabalho magnífico de atuação do nosso protagonista Indy. Toda a paciência da direção, com centenas de dias de gravação, foi compensada por capturas belíssimas deste cãozinho, que traz uma verdade incontestável nas suas interações e, sobretudo, no seu comportamento. Ele é a grande estrela do longa, e os elogios à sua performance permeiam diretamente a direção de Ben Leonberg, que consegue captar com eficiência todos os seus passos. Leonberg demonstra um notável controle de atmosfera, criando um clima soturno e fantasmagórico. Apesar de utilizar alguns jumpscares evidentes, eles não chegam a incomodar, justamente por estarem ancorados na perspectiva de um animal sensível, prendendo nossa atenção e empatia no cãozinho.

A montagem se ergue como co-protagonista. Leonberg aplica com maestria o Efeito Kuleshov, uma técnica secular do cinema mudo que usa a justaposição de planos para criar emoções. A forma como o diretor edita o olhar expressivo e os movimentos naturais de Indy com as imagens seguintes é impressionante. Um simples olhar do cão, seguido pelo vazio de um corredor, gera um suspense palpável. Outra escolha brilhante da direção é trazer um toque de magia de cartoons antigos: os humanos, incluindo o dono Todd, raramente têm seus rostos completamente revelados. Vemos silhuetas, torsos e pernas, uma decisão que intensifica monumentalmente a presença e as reações de Indy em cena, além de oferecer enquadramentos criativos e focados.

Com 73 minutos de duração, o roteiro não é mirabolante e nem busca ser grandioso. Ele entrega o suficiente para não se tornar completamente repetitivo, respeitando sabiamente as limitações e vantagens de atuar com um cachorro real. Essa opção enriquece a verossimilhança da realidade do bichinho; o que para nós pode começar a soar como repetição, para um cão é simplesmente a rotina. A trilha sonora e a fotografia trabalham em sintonia para construir este clima. A composição evita sustos baratos, preferindo uma atmosfera crescente, onde o som ambiente amplifica a solidão. A fotografia, com tons frios e luz natural filtrada, cria um visual belo e ameaçador.

Para o público que evita filmes onde animais sofrem, é justo revelar, sem spoilers profundos, que Indy sobrevive à experiência. Este conhecimento pode até mesmo ampliar o engajamento, permitindo que o espectador mergulhe na tensão sem o medo paralisante de uma tragédia. “Bom Menino” é uma ousadia que vale a pena ser celebrada. Ben Leonberg não apenas demonstra um talento raro para a atmosfera e o simbolismo, mas transforma seu cão em um narrador silencioso e inesquecível. O filme é uma prova viva de que a técnica, quando usada com propósito e criatividade, pode sustentar e elevar uma história a patamares genuinamente inovadores. Para os amantes do gênero, “Bom Menino” é, sem trocadilhos, um excelente companheiro.

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Guilherme Carocia

Guilherme Carocia

Pós-graduado em Marketing e movido pela paixão por tecnologia e literatura, Guilherme transformou um blog pessoal, criado em 2010, no Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Como escritor, é coautor da aclamada série Minha Vida e tem contos publicados em antologias de grandes editoras como Wish, Villa-Lobos, Rouxinol e a Editora Burn Books, com destaque para “Estarei em Casa para o Natal”. No áudio, é criador e editor do BurnCast, podcast no qual é responsável pela curadoria, roteirização e pós-produção, consolidando sua expertise no universo digital e literário.

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