O diretor Chris Miller esclareceu recentemente declarações anteriores sobre o uso de tela verde em “Projeto Hail Mary”, explicando que o longa-metragem não contém uma única cena filmada com esse recurso. Em uma publicação no Twitter, ele detalhou que a afirmação “sem tela verde” não significa ausência de efeitos visuais, já que o filme conta com milhares de tomadas que utilizaram VFX.
Miller explicou que a tela verde costuma ser empregada como substituta para a construção de cenários ou para resolver antecipadamente questões de locação e iluminação, um recurso que pode se tornar perceptível quando não executado com cuidado. No caso dessa produção, a equipe optou por um caminho diferente. Todo o interior da nave Hail Mary foi construído fisicamente. Dentro dela, no entanto, ainda houve necessidade de remoção de fios, manipulação de fantoches e substituição de tetos para ajustes técnicos.

Para as cenas em que o protagonista, interpretado por Ryan Gosling, aparece do lado de fora da nave, a equipe optou por filmá-lo contra um fundo preto para representar o espaço. Já nas sequências em que o personagem se posiciona em frente à aurora de um planeta, foi utilizado um fundo com matizes variáveis, uma escolha que permitiu capturar uma luz interativa mais fiel no ator do que seria possível com a tela verde.
As amplas tomadas externas do espaço e das naves foram inteiramente digitais e receberam um trabalho primoroso da Industrial Light & Magic (ILM). Já o personagem Rocky foi criado por meio de uma combinação perfeita entre técnicas de animação e manipulação de fantoches pela Framestore. Miller destacou ainda o trabalho de diversas outras equipes envolvidas, ressaltando que o projeto contou com alguns dos melhores profissionais da indústria e que um filme desse porte realmente depende da colaboração de muitos talentos.









