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Wicked: Parte II– Uma Conclusão Épica com Erivo e Grande Brilhando em Oz

Wicked: Parte II– Uma Conclusão Épica com Erivo e Grande Brilhando em Oz

Guilherme Carocia by Guilherme Carocia
18 de novembro de 2025
in Críticas, Críticas de Filmes, Filmes
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A tão aguardada conclusão da épica adaptação cinematográfica do musical da Broadway, “Wicked: Parte II”, chega aos cinemas para finalizar a jornada de Elphaba e Glinda com ambição desmedida e resultados desiguais. Cynthia Erivo e Ariana Grande retornam aos seus papéis icônicos, comandando a narrativa com performances vocais e dramáticas que continuam a ser o coração pulsante desta fantasia. Cynthia Erivo e Ariana Grande não estão apenas atuando; elas estão conjurando magia pura na tela, elevando cada cena com sua presença magnética. No entanto, mesmo esse duo poderoso não consegue completamente camuflar as deficiências estruturais de um roteiro que sofre com sua própria ambição expansionista.

A trama mergulha diretamente nas consequências do primeiro filme, mas o faz com uma seriedade que por vezes beira a lentidão. Elphaba, agora oficialmente estigmatizada como a Bruxa Má do Oeste, vive no exílio em cenas que se estendem além do necessário, enquanto luta para expor a verdade por trás do falso Wizard, interpretado com charme característico por Jeff Goldblum, mas com pouca profundidade substantiva. Glinda, por sua vez, ascendeu como a “Boa” bruxa, um símbolo de esperança para Oz, mas encontra-se presa numa teia de poder e manipulação orchestrada por Madame Morrible, uma Michelle Yeoh maquiavélica que merecia mais espaço para desenvolver sua vilania. Wicked: Parte II prova que a verdadeira magia não está na varinha, mas na força de uma amizade que desafia a gravidade, tornando este relacionamento o eixo central do filme, ainda que a narrativa frequentemente se distancie desse núcleo emocional.

Com uma duração de quase 140 minutos, vinte a menos que sua primeira parte, “Wicked: Parte II” paradoxalmente parece mais longo e menos coeso. A estrutura expandida do ato final do musical original resulta em um ritmo irregular e por vezes arrastado, com subplots secundários que acrescentam pouco à trama principal. A tensão e os riscos, que deveriam ser mais altos, frequentemente se dissipam em meio a um desenvolvimento narrativo que insiste em explorar caminhos laterais desnecessários. Ainda assim, o diretor Jon M. Chu mantém o compromisso com um espetáculo visual impressionante, embora alguns excessos de CGI comprometam a imersão. Os cenários de Nathan Crowley e os figurinos vencedores do Oscar de Paul Tazewell são técnica e visualmente deslumbrantes, criando um Oz de cores vibrantes que, paradoxalmente, contrasta com a paleta emocional sombria do filme.

O filme, sem dúvida, pertence a Cynthia Erivo e Ariana Grande, cujas performances transcendem o material que lhes é dado. Erivo personifica Elphaba com uma força gravitacional e intensidade emocional avassaladora, embora seu arco sofra com a fragmentação narrativa. Seu desempenho vocal em “No Good Deed” representa um dos poucos momentos de pura excelência do filme, onde ela entrega cada nota com a dor e fúria de uma heroína tragicamente incompreendida. Ariana Grande, por sua vez, demonstra um crescimento notável como atriz, embora seu potencial seja limitado por um desenvolvimento caracterológico que vacila entre a profundidade psicológica e a superficialidade cênica.

A química entre as duas, especialmente durante o emocionante dueto “For Good”, constitui o alicerce emocional que sustenta todo o longa-metragem, destacando-se como um farol de qualidade em meio às águas turbulentas da narrativa. O elenco de apoio, infelizmente, tem menos espaço para brilhar, com Jonathan Bailey como Fiyero entregando performance competente, mas limitada por um arco romântico que parece artificialmente inflado para preencher o tempo extra. A introdução de elementos clássicos de “O Mágico de Oz”, como a aparição de Dorothy (sempre de costas ou à distância) e as origens do Espantalho e do Homem de Lata, é criativa em teoria, mas na prática soa como concessões desnecessárias que interrompem o fluxo da narrativa principal.

Stephen Schwartz compôs duas novas músicas para o filme que, embora competentes, não atingem a excelência do material original. “No Place Like Home”, cantada por Erivo, é um hino de resistência que soa mais como obrigação temática que inspiração genuína. Já “The Girl in the Bubble”, interpretada por Grande, é uma balada introspectiva que explora a solidão da fama com eficácia emocional, mas pouca originalidade melódica. Um espetáculo visual e emocional que solidifica Wicked como uma das grandes adaptações de musicais para o cinema, esta conclusão, apesar de suas falhas narrativas evidentes, consegue resgatar sua essência emocional nos momentos cruciais.

“Wicked: Parte II” é uma conclusão ambiciosa que oscila entre a grandiosidade e a excessiva complicação. A direção de Chu é visualmente ousada, as performances centrais são estelares e a produção constitui um banquete para os olhos, ainda que a substância narrativa nem sempre corresponda ao esplendor visual. Para os fãs do musical e para aqueles que se encantaram com a primeira parte, este desfecho, repleto de coração e espetáculo, cumpre sua promessa de fechar o ciclo, mesmo que o caminho até lá seja mais acidentado e menos mágico que o esperado.

Tags: adaptaçãoanáliseAriana GrandebroadwayCinemaCríticaCynthia ErivoElphabafigurinofilmeGlindaJon M. ChuMusicalnova músicaOzproduçãoWicked For GoodWicked Parte II
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Guilherme Carocia

Guilherme Carocia

Pós-graduado em Marketing e movido pela paixão por tecnologia e literatura, Guilherme transformou um blog pessoal, criado em 2010, no Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Como escritor, é coautor da aclamada série Minha Vida e tem contos publicados em antologias de grandes editoras como Wish, Villa-Lobos, Rouxinol e a Editora Burn Books, com destaque para “Estarei em Casa para o Natal”. No áudio, é criador e editor do BurnCast, podcast no qual é responsável pela curadoria, roteirização e pós-produção, consolidando sua expertise no universo digital e literário.

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